"Se você se sente só é porque ergueu muros em vez de pontes"
07/04/2015
12/02/2015
Poema
Presságio
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Fernando Pessoa
01/01/2015
Reflexão
"Não sou nem otimista, nem pessimista. Os otimistas são ingênuos, e os pessimistas
amargos. Sou um realista esperançoso. Sou um homem da esperança. Sei que é para um
futuro muito longínquo. Sonho com o dia em que o sol de Deus vai espalhar justiça pelo
mundo todo".
Ariano Suassuna
amargos. Sou um realista esperançoso. Sou um homem da esperança. Sei que é para um
futuro muito longínquo. Sonho com o dia em que o sol de Deus vai espalhar justiça pelo
mundo todo".
Ariano Suassuna
12/08/2014
09/07/2014
Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…
Mario Quintana
13/06/2014
SANTO ANTÔNIO
Santo Antônio! Santo Antônio!
Meu santinho tão querido,
Quero pedir, em segredo,
Que me arranje um marido.
Meu santinho tão querido,
Quero pedir, em segredo,
Que me arranje um marido.
Não é pra já... nada disso!
Que eu ainda sou criança,
Não posso ter compromisso,
Mas posso ter esperança...
Que vá o tempo passando,
Vá o senhor me arranjando...
Que eu ainda sou criança,
Não posso ter compromisso,
Mas posso ter esperança...
Que vá o tempo passando,
Vá o senhor me arranjando...
Em todo o caso, a meu ver,
Já que o tempo é tanto assim,
Há tempo para escolher
Um bom marido pra mim.
Já que o tempo é tanto assim,
Há tempo para escolher
Um bom marido pra mim.
Eu quero um moço fagueiro
Alto, bonito, valente,
Que ganhe muito dinheiro
E me dê muito presente.
Alto, bonito, valente,
Que ganhe muito dinheiro
E me dê muito presente.
Que seja rapaz direito
E não tolo atrevido,
Pois seja assim com o jeito
Do papaizinho querido.
E não tolo atrevido,
Pois seja assim com o jeito
Do papaizinho querido.
Não é pra já, não senhor!
Mas... seja lá como for,
Mais dia ou menos dia,
Não quero é ficar pra tia!
Mas... seja lá como for,
Mais dia ou menos dia,
Não quero é ficar pra tia!
Autora: Magdalena Léa
Livro: "A Criança Recita"
Livro: "A Criança Recita"
04/05/2014
22/04/2014
A importância da leitura para as questões objetivas do Enem
Mayra Gabriella de Rezende Pavan
Os vestibulares e concursos avaliam o candidato a partir de questões de múltipla escolha (prova objetiva), que é uma forma rápida e direta de perceber a capacidade que cada um possui, ou seja, as potencialidades que cada um tem para a leitura, seleção, organização e interpretação das situações apresentadas.
A prova objetiva torna-se difícil, pois exige uma leitura cuidadosa, atenta aos detalhes, portanto, tudo é importante, da data em que o texto foi escrito à imagem que está sendo veiculada a ele. Não deixar que nenhuma informação se perca é essencial, pois, o leitor competente é ativo, sendo assim, ele não para na “superfície” do texto, busca sempre a sua essência.
Após a leitura atenta dos textos, passa-se para a leitura dos enunciados. Alguns serão logo descartados por não apresentarem compatibilidade com o que está sendo proposto. No entanto, há sempre aquelas duas ou três “afirmativas” que deixam o candidato em dúvida. Quando isso acontecer, lembre-se de que é a questão mais adequada que será considerada correta, logo o que deve ser analisado é a coerência interna (a lógica entre as ideias apresentadas) e a compatibilidade entre a resposta e o enunciado.
No momento da leitura, não se esqueça de que as palavras podem apresentar-se em sentido real (próprio) ou figurado – quando ganham novas significações. Logo, procure adequar o seu olhar ao contexto apresentado.
O candidato é prejudicado pelo excesso de confiança ou pela falta dela. Alguns veem a questão e a consideram tão fácil que não se preocupam em lê-la atentamente, sendo um forte candidato a perder a questão por displicência. Outros, no entanto, não se consideram aptos para responder, antes mesmo de ler as proposições, desistem sem nem ao menos ter tentado. Ambas as posturas devem ser eliminadas, pois prejudicam.
Utilizar o conhecimento de mundo, ou seja, tudo que foi aprendido ao longo da vida, seja na escola ou fora dela, é muito importante e torna-se um diferencial, pois, segundo Leonardo Boff, cada um lê com os olhos que tem.
Para finalizar, é fundamental manter a atenção concentrada, portanto, não perca o foco.
http://vestibular.brasilescola.com/
23/03/2014
22/03/2014
15/03/2014
Canção do Exílio
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
12/03/2014
Verbo ser
Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
23/02/2014
16/02/2014
12/01/2014
06/01/2014
Cortar o tempo
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente. Carlos Drummond de Andrade
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente. Carlos Drummond de Andrade
07/12/2013
A ESTRELA DE NATAL
Era noite da Natal. Os três andavam pela estrada vazia. O pai, a mãe e a filha. Caminhavam sem rumo, de mãos dadas. Não tinham casa, seu lugar era o mundo. Paravam aqui e acolá. Comiam o que era oferecido, o que a terra lhes dava. Os três andavam esperançosos, olhos no horizonte, atentos para o lar que a qualquer hora iriam encontrar.
O pai punha a menina na garupa e a mãe cantava uma melodia antiga que falava sobre a estrela de Natal. A menina quis a estrela como presente de Natal. O pai falou que ela podia pedir ao vento, já que eram amigos. Ele sempre aparecia nessas andanças e a menina se distraia do cansaço das pernas conversando com o vento, que respondia de pronto e animava a menina a continuar.
- Sua casa está logo ali, sua casa está logo ali - soprava ele.
Ou quem sabe pedir ao céu, continuou o pai. O céu tem muitas estrelas e pode lhe dar uma de presente. Logo em frente viram um casebre simples. A chaminé soltava fumaça. Resolveram parar, quem sabe um copo de água.
- Sejam bem-vindos, sejam bem-vindos - exclamou a mulher da casa. O homem da casa ofereceu um banco para os três e o bebê, que brincava no chão de terra batida, sorriu e estendeu os braços para a menina.
Ela abaixou-se e passou a mão na cabeça careca do bebê. Ele era lindo, tinha bochechas gordas e ria. A menina acarinhou o bebê que se deitou no colo dela. Um tempinho só, mas tão confortante. Uma eternidade. Os três cearam com os outros três. Comeram raízes brancas, frutos vermelhos, sementes marrons, pão quentinho, e beberam chá de ervas perfumadas. Despediram-se desejando feliz Natal e tornaram a caminhar.
Logo adiante, a mãe lembrou-se de um bichinho de pano que fizera para a filha, quando tinha a idade do bebê. Carregava o objeto na trouxa. Voltaram para entregar o presente à criança, mas a casa não estava mais lá. Nenhum vestígio do fogo, nenhum vestígio dos três. No chão batido a menina reconheceu a marca da mãozinha do bebê e ao lado dela uma estrela brilhante, a mais linda que ela já viu.
Conto de Cléo Busatto
18/11/2013
LIVRO É PRA LER
Lucarocas
Quem gosta de uma leitura
Sabe o valor que ela tem
Descobre certa ternura
Que de certo causa bem
E se encanta em viagem
Numa aventura de imagem
Que outro mundo não tem.
Quem tem livro em companhia
De certo tem um amigo
Que traz tristeza e alegria
Que traz tragédia e perigo
Mas com leitura findada
A alma é apaziguada
No mais confortável abrigo.
Mas muitos dos brasileiros
Ao livro não tem acesso
E os livros companheiros
São vítimas desse progresso
Muitos ficam encaixotados
Ou nos armários guardados
Fazendo o caminho inverso.
O livro é pra está na mão
De todo e qualquer leitor
Pra gerar informação
E amenizar qualquer dor
É pra ser manipulado
E nas páginas encontrado
O lume puro do amor.
Por isso qualquer projeto
Que faça o leitor crescer
O livro se faz liberto
E começa a aparecer
Ele sai de um armário
E vai pra mão do usuário
Pois livro é para se ler.
28/10/2013
Hora de Dormir
— Por que não posso ficar vendo televisão?
— Porque você tem de dormir.
— Por quê?
— Porque está na hora, ora essa.
— Hora essa?
— Além do mais, isso não é programa para menino.
— Por quê?
— Porque é assunto de gente grande, que você não entende.
— Estou entendendo tudo.
— Mas não serve para você. É impróprio.
— Vai ter mulher pelada?
— Que bobagem é essa? Ande, vá dormir que você tem colégio amanhã cedo.
— Todo dia eu tenho.
— Está bem, todo dia você tem. Agora desligue isso e vá dormir.
— Espera um pouquinho.
— Não espero não.
— Você vai ficar aí vendo e eu não vou.
— Fico vendo não, pode desligar. Tenho horror de televisão. Vamos, obedeça a seu pai.
— Os outros meninos todos dormem tarde, só eu que durmo cedo.
— Não tenho nada ver com os outros meninos: tenho que ver com meu filho. Já para a cama.
— Também eu vou para a cama e não durmo, pronto. Fico acordado a noite toda.
— Não comece com coisa não, que eu perco a paciência.
— Pode perder.
— Deixe de ser malcriado.
— Você mesmo que me criou.
— O quê? Isso é maneira de falar com seu pai?
— Falo como quiser, pronto.
— Não fique respondendo não: cale essa boca.
— Não calo. A boca é minha.
— Olha que eu ponho de castigo.
— Pode pôr.
— Venha cá! Se der mais um pio, vai levar umas palmadas.
— ...
— Quem é que anda ensinando esses modos? Você está ficando é muito insolente.
— Ficando o quê?
— Atrevido, malcriado. Eu com sua idade já sabia obedecer. Quando é que eu teria coragem de responder a meu pai como você faz. Ele me descia o braço, não tinha conversa. Eu porque sou muito mole, você fica abusando... Quando ele falava está na hora de dormir, estava na hora de dormir.
— Naquele tempo não tinha televisão.
— Mas tinha outras coisas.
— Que outras coisas?
— Ora, deixe de conversa. Vamos desligar esse negócio. Pronto, acabou-se. Agora é tratar de dormir.
— Chato.
— Tome, para você aprender. E amanhã fica de castigo, está ouvindo? Para aprender a ter respeito a seu pai.
—...
— E não adianta ficar aí chorando feito bobo. Venha cá.
— Amanhã eu não vou ao colégio.
— Vai sim senhor. E não adianta ficar fazendo essa carinha, não pense que me comove. Anda, venha cá.
— Você me bateu...
— Bati porque você mereceu. Já acabou, pare de chorar. Foi de leve, não doeu nem nada. Peça perdão a seu pai e vá dormir.
—...
— Por que você é assim, meu filho? Só para me aborrecer. Sou tão bom para você, você não reconhece. Faço tudo que você me pede, os maiores sacrifícios. Todo dia trago para você uma coisa da rua. Trabalho o dia todo por sua causa mesmo, e quando chego em casa para descansar um pouco, você vem com essas coisas. Então é assim que se faz?
—...
— Então você não tem pena do seu pai? Vamos! Tome a bênção e vá dormir.
— Papai.
— Que é?
— Me desculpe.
— Está desculpado. Deus te abençoe. Agora vai.
— Por que não posso ficar vendo televisão?
(Fernando Sabino)
— Mas tinha outras coisas.
— Que outras coisas?
— Ora, deixe de conversa. Vamos desligar esse negócio. Pronto, acabou-se. Agora é tratar de dormir.
— Chato.
— Tome, para você aprender. E amanhã fica de castigo, está ouvindo? Para aprender a ter respeito a seu pai.
—...
— E não adianta ficar aí chorando feito bobo. Venha cá.
— Amanhã eu não vou ao colégio.
— Vai sim senhor. E não adianta ficar fazendo essa carinha, não pense que me comove. Anda, venha cá.
— Você me bateu...
— Bati porque você mereceu. Já acabou, pare de chorar. Foi de leve, não doeu nem nada. Peça perdão a seu pai e vá dormir.
—...
— Por que você é assim, meu filho? Só para me aborrecer. Sou tão bom para você, você não reconhece. Faço tudo que você me pede, os maiores sacrifícios. Todo dia trago para você uma coisa da rua. Trabalho o dia todo por sua causa mesmo, e quando chego em casa para descansar um pouco, você vem com essas coisas. Então é assim que se faz?
—...
— Então você não tem pena do seu pai? Vamos! Tome a bênção e vá dormir.
— Papai.
— Que é?
— Me desculpe.
— Está desculpado. Deus te abençoe. Agora vai.
— Por que não posso ficar vendo televisão?
(Fernando Sabino)
Estudo do texto
1. Responda:
a) Quem são as personagens do texto?
b) Há um narrador que apresenta as personagens e informa ao leitor quem
2. Releia o seguinte trecho da conversa:
“— Por que não posso ficar vendo televisão?
— Porque você tem de dormir.
— Por quê?
— Porque está na hora, ora essa.
— Hora essa?
— Além do mais, isso não é programa para menino.
— Por quê?
— Porque é assunto de gente grande...”
— Porque você tem de dormir.
— Por quê?
— Porque está na hora, ora essa.
— Hora essa?
— Além do mais, isso não é programa para menino.
— Por quê?
— Porque é assunto de gente grande...”
Responda:
a) Qual é o motivo da discussão entre as personagens?
b) O garoto insiste em perguntar por que não pode continuar vendo televisão. Como você explica a insistência dele?
3. Quais são os argumentos que o pai utiliza para convencer o filho a desligar a tevê?
4. O menino aceita os argumentos dados pelo pai? Justifique sua resposta.
5. Releia algumas falas do menino:
“—Também vou para a cama e não durmo, pronto.”
“—Pode perder [a paciência].”
“— Falo como quiser, pronto.”
“—Não calo. A boca é minha.”
Essas falas revelam a atitude de resistência do menino em relação ao pai. Copie em seu caderno a alternativa que melhor traduz a atitude do menino:
a) O menino não aceita os argumentos, mas respeita a autoridade do pai.
b) O menino não aceita os argumentos e desafia a autoridade do pai.
c) O menino aceita os argumentos, mas desafia a autoridade do pai.
d) O menino aceita os argumentos e respeita a autoridade do pai.
6. Copie a frase que melhor traduz a reação do pai diante da atitude do filho:
a) Fica calmo e continua a argumentar a favor da necessidade de dormir do filho.
b) Perde a calma, mas continua a argumentar a favor da necessidade de dormir do filho.
c) Fica calmo, mas usa as palmadas como recurso para fazer valer os seus argumentos.
d) Perde a calma e usa as palmadas como recurso para fazer valer os seus argumentos.
7. A certa altura do texto, o menino diz:
“—Você me bateu...”
Transcreva a frase do diálogo que revela o momento em que o pai bate no filho.
8. Releia:
“— Papai.
— Que é?
— Me desculpe.
— Está desculpado. Deus te abençoe. Agora vai.”
— Que é?
— Me desculpe.
— Está desculpado. Deus te abençoe. Agora vai.”
a) Se o pai tivesse terminado nesse ponto, quem teria vencido na troca de argumento?
b) Entretanto, o texto não termina nesse ponto. Releia a frase final do texto e explique a que conclusão se pode chegar:
“— Por que não posso ficar vendo televisão?”
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