03/01/2013

O TEMPO


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

02/12/2012

A CONVIVÊNCIA



Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberta por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem ao clima hostil.
Porco-espinho

Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, passaram a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro e todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente e aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. 

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou de morte. E por causa da dor, dos espinhos, afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos de seus semelhantes.

Doíam muito...

Mas essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.

Assim suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

Conclusão:

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar silêncios!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor, difícil é conter a sua torrente!

fonte:http://www.portalescolar.net

15/10/2012

É difícil ser professor nos dias de hoje?

É difícil dizer se ser professor  na atualidade, é mais complexo do que foi no passado, porque a profissão docente sempre foi de grande complexidade. Hoje, os professores têm que lidar não só com alguns saberes, com era no passado, mas também com a tecnologia e com a complexidade social, o que não existia no passado. Isto é, quando todos os alunos vão para a escola e quando se consegue cumprir, de algum modo, esse desígnio histórico da escola para todos, ao mesmo tempo, também, a escola atinge uma enorme complexidade que não existia no passado. Antônio Nóvoa(2001)

Parabéns aos professores da Escola de Ensino Fundamental e Médio Estado do Paraná, em Fortaleza/Ce. 




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PROFESSOR, ETERNO APRENDIZ!


08/09/2012

Avançando na prática

Coesão

A coesão textual é responsável pela ligação das ideias nos textos. Termos linguísticos que orientam como as informações devem ser organizadas são os elos ou laços coesos, que compõem as cadeias coesivas.

Como podemos explorar os elos de coesão ao tecer um texto?
Dê dois, ou mais textos, para leitura sobre um determinado aspecto do tema "meio ambiente" por exemplo.
respeitando o nível de escolaridade, proponha a redação conjunta, no quadro, de um texto que inclua as informações lidas.

Uma discussão antecedendo a elaboração escrita poderá enriquecer a atividade.

Ao escrever o texto, cuide para que os mecanismos de coesão sejam explorados, como por exemplo, a retomada de substantivos por pronomes, substantivos e advérbios resumindo ideias, etc.

Depois do texto escrito, com o texto no quadro - ou, alternativamente, em papel pardo  - à frente da classe, vá sublinhando as expressões que compõem cadeias coesivas.

Lembre-se de que a nomenclatura não é importante; o mais importante é que os alunos reconheçam que algumas ideias são expressas de diferentes maneiras e estão ligadas por laços linguísticos que orientam a tessitura do texto.

Também muito importante é "dar pistas" para que a continuidade de ideias seja (re)construída adequadamente pelo leitor.
                                                                     TP5( Caderno de Teoria e Prática), pág. 130

Avançando na prática

Coerência textual

   A coerência de um texto não está propriamente no texto, ou na simples organização linguística: é qualidade que se constrói na leitura e interpretação dos textos, sejam eles verbais ou não verbais.
   A multiplicidade de experiências de mundo serve de base para  compor o " quebra-cabeças" em que se constitui o texto. Quanto maior for a informação do leitor a respeito do tema, maior sua prontidão para interpretar a continuidade de sentidos, a coerência textual.
   A harmonia entre as informações que servem de pistas para estabelecer essa continuidade constitui a coerência textual. Portanto, diferentes leitores, com diferentes informações prévias, com diferentes visões de mundo, podem atribuir níveis de coerência diferentes ao mesmo texto.
                                                                                                         

* Jogos de quebra-cabeças são um ótimo exercício de raciocínio para o desenvolvimento das habilidades de procurar as pistas que tornam uma imagem coerente.
*Você pode construir jogos, em diferentes níveis de dificuldade, recortando figuras de cartazes ou revistas. Quanto maiores as figuras e as peças, mais facilidade para montagem.
* Para facilitar o manuseio, você poderá colar as figuras, primeiro, em papel grosso ou cartolina.
* Essa atividade também pode ser desenvolvida pelos próprios alunos, que estarão, assim, percorrendo todo o processo de montar e desmontar imagens coerentes. Esta pode ser uma atividade aliada à fixação de aspectos gramaticais.
* O importante é que o manuseio de " partes" para compor um todo coerente vai exercitando as práticas de leitura porque estimula a observação da relação parte-todo na procura de "pistas" de significação.
                                                                                                 TP5( Caderno de Teoria e Prática), pág.82

20/08/2012

Convite

Poesia
é brincar com palavras
com se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.

Como a água do rio
que é água sempre nova.

Como cada dia
que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?
                           José Paulo Paes
                                                                       TP5 - Estilo, coerência e coesão, p.28
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Responda:
1. O que o poeta quer dizer com os versos "Poesia/ é brincar com palavras"?
2. Você já brincou de poesia? Conte sobre isso.

06/08/2012

PRODUÇÃO TEXTUAL

Avançando na prática

1.Escolha uma imagem interessante para a sua turma que seja bastante grande para permitir uma boa observação.
2. Ajude os alunos a olhar todos os elementos da imagem. Mostre a eles que o observador pode fazer caminharem seus olhos pela imagem de diversos modos:de cima para baixo, de baixo para cima, da direita para esquerda, da esquerda para direita, do centro para os lados, de modo circular. tudo depende dos pontos que chamam mais atenção.
3. Peça que descrevam a imagem e expressem sua opinião sobre ela.
4. Depois disso, peça que produzam um texto descrevendo a imagem.
5. Peça a um ou dois alunos que leiam suas produções.
6. Peça aos colegas que opinem sobre os textos produzidos. Ajude-os a avaliar passagens que você considera importante observar. 
7. Dê sua opiniões sobre as produções.
8. Veja se cabe uma reescrita individual ou coletiva.

                                                                                                       TP2 - Análise Linguística e Análise Literária, p. 56

03/08/2012

Como uma onda
Nada do que foi será                  
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora

Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
                Lulu Santos
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Atividade

1.  O texto é um poema. Quais das características abaixo são próprias desse tipo de texto?
a) É escrito em versos.
b) Apresenta ideias distribuídas em parágrafos.
c) A linguagem é objetiva, permitindo apenas uma leitura.
d) A linguagem é subjetiva, permitindo várias leituras.
e) Tem por objetivo informar.
f) Tem por objetivo emocionar.

2.Você concorda com a afirmação “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”? Justifique.
3.  “A vida vem em ondas como um mar”. O que há de comum entre a vida e o mar que permite essa comparação?

4. Com base no trecho: “tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo”, é correto afirmar:
a) Os olhos enganam, atrapalham a percepção mais apurada do homem.
b) A percepção do mundo se modifica a cada experiência vivida.

5. Você acha que podemos impedir a vida de mudar? É possível fugirmos do ir e vir dos acontecimentos?

6. O que significa “mentir para si mesmo”? Podemos enganar a nós mesmos sobre o que pensamos ou sentimos? Justifique.
                                                                                                                                                Fonte:blog desmontando texto



VÍDEO: COMO UMA ONDA

02/08/2012

CARACTERIZANDO A DESCRIÇÃO

Leia o texto abaixo, de um dos maiores autores regionais brasileiros, precursor de Guimarães Rora. O narrador é um vaqueiro do Rio Grande. Ele está contendo para os companheiros um caso ocorrido com ele, quando levava uma quase fortuna para o patrão.

                                                                  Trezentas onças

    A estrada estendia-se deserta; à esquerda os campos desdobravam-se a perder de vista, serenos, verdes, clareados pela luz macia do sol morrente, manchados de pontas de gado que iam se arrolhando nos paradouros da noite; à direita, o sol muito baixo, vermelho-dourado, entrando em massa de nuvens de beiradas  luminosas.
    Nos atoleiro, secos, nem um quero-quero: uma outra perdiz, sorrateira, piava de manso por entre os pastos maduros; e longe, entre o resto de luz que fugia de um lado e a noite que vinha, peneirada, do outro, alvejava a brancura de um joão-grande, voando, sereno, quase sem mover as asas, como numa despedida triste, em que a gente também não sacode os braços...
    Foi caindo uma aragem fresca; e um silêncio grande em tudo.
                                          LOPES NETO, J. Simões. Trezentas onças.In Contos gauchescos. Obra Completa. Porto Alegre; Sulina, 2003,p.309.




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Atividade
1. Qual tipo é o desse texto? qual o assunto?
2. o narrador tenta mostrar a imensidão da paisagem. Que termos sugerem isso?
3. Há no texto muitos adjetivos. Sublinhem-nos.
4. Desses adjetivos, indiquem os que estão usados num sentido figurado, quer dizer, não são aplicáveis normalmente para os substantivos a que se referem.

Gabarito
1. Trata-se de uma descrição do por-do-sol.
2.Os verbos "estendia-se" e " desdobravam-se"
3. (marcados no texto) deserta, serenos,verdes, clareados, macia, morrente, manchados,(muito)baixo,verde-dourado, luminosas, secos, sorrateira, maduros, peneirada, sereno, triste, fresca, grande.
Há alguma expressões adjetivas, como quase sem mover as asas, a perder de vista. não é fundamental que os alunos percebam isso, nesse momento.
4. serenos, relativo a campos
macia, relativo a luz
morrente, relativo a sol
manchados, para campos
sorrateira, para perdiz
peneirada, para noite.
                                                                                                       AAA3 - gêneros e tipos textuais, versão do aluno, p. 65 


01/08/2012

CARACTERIZANDO A NARRAÇÂO


Leia:

Linda de morrer

   O pai resolveu abrir uma funerária.
   - Tem muita gente morrendo. É  negócio de futuro!
   Ao que a mãe acrescentou:
   - Gente que nunca morreu tá morrendo...
  O filho perdeu a paciência.
   - Dá pra parar com as piadinhas sem graça? Abrir um negócio não é brincadeira não.
  O pai sorriu condescendente. sabia que o filho estava bem-intencionado. mas é que o rapaz tinha acabado de concluir um desse MBAs da vida, e só conseguia raciocinar em termos mercadológicos.
   - Calma, filho. Você só fala de critérios, métodos, empredorismo...não sei em falar esse troço.
   - Empreendedorismo, pai.
   - Pois é. estou querendo por o nome de " funerária Vai com Deus."
   - Pelo amor de Deus!
   - Também é bom, mas "Vai com Deus" é melhor.
   - Não, pai, pelo amor de Deus, não põe um nome desses!
   E olhou ansioso pra mãe, pedindo socorro. a mãe nem tchum.
   - Acho que é um nome interessante, filho. diferente. Ousado.
  O pai respondeu:
   - Imaginem só o slogan: " Na hora de morrer, "Vai com Deus".
   A mãe soltou uma gargalhada.
   - Você dois parem com isso! - o filho já estava vermelho. - Que coisa mórbida! Vamos pensar com um mínimo de...
   - Empredee... dorismo...
   - Do... rimos!
   - Doritos!
   - Empreendedorismo! - o filho berrou.
   - Ah é. Quer ver outro nome bom? Funerária sete Palmos...
   - Passagem de Ida! - a mãe entrou na tabela.
   - Último Adeus! - o pai emendou.
   Agora os dois já riam solto. O filho olhando pro chão, besta. Já estava calculando os prejuízos.
   O pai não parava.
   - "Funerária Último Adeus: uma empresa linda de morrer".
   - Uma empresa linda de morrer! - a mãe, repetiu, saboreando cada palavra.
   - Linda de morrer... - o filho repetiu, mordendo as palavras. - nem Freud explica vocês dois...
   - Engano seu, filho. Você sabia que o Freud era fanático por humor negro? Ele adorava o anúncio de uma funerária americana que falava assim: " Pra que viver, se você pode ser enterrado por dez dólares?"
   - Sensacional! - a mãe já batia as mãos na mesa, de tanto rir.
   - E  lembra  aquele  cemitério  que  tinha  um  slogan assim: "Se você não pode saber quando, sabia   pelo menos onde". dessa vez, até o filho deixou escapar uma risada:
   - É verdade. essa propaganda eu lembro. Engraçado, na época eu achei esse slogan muito bom. É claro que eu não tinha conhecimentos de ...
   - Perdedorismo...
   - Predadorismo...
   - O  filho  saiu  batendo os  pés, resmungando  para  si  mesmo:  posicionamento,  agregação, downsizing, rightsizing e, acima de tudo, empreendedorismo. seu paia nunca ia mesmo dar conta daquelas palavras lindas de morrer.
                                                                    CUNHA, Leo. manual de Desculpas Esfarrapadas. São Paulo: FTD, 2004.p.75-77


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Atividade
1) Qual a característica principal deste texto?
2) Que recurso o autor usa pára dar agilidade ao caso?
3) Qual o gênero deste texto?

Gabarito
1) Posivelmente, a grande maioria achará o texto humorístico: é divertido o desencontro de opiniões do filho, com relação aos pais; é engraçado o pai não conseguir, mas tentar sempre, falar determinada palavra; é cômica a sequência de nomes aventados para a funerária.
2) Há um largo uso de diálogos(ou discurso direto), com poucas intervenções do narrador.
3) crônica, pois se trata de de uma situação do cotidiano.
                                                                                         AAA3 - gêneros e tipos textuais, versão do aluno, p. 62 e 63



31/07/2012

CRIANDO CLASSIFICADOS

Texto
Atenção! Compro gavetas,
compro armários,
cômodas e baús.

Preciso guardar minha infância,
os jogos de amarelinha,
os segredos que me contaram
lá no fundo do quintal.

Preciso guardar minhas lembranças,
as viagens que me contaram
lá no fundo do quintal.

Preciso guardar minha lembranças,
as viagens que não fiz,
ciranda cirandinha
e o gosto de aventura
que havia nas manhãs.

Preciso guardar meus talismãs
o anel que tu me deste,
o amor que tu me tinhas
e as histórias que eu vivi.

Roseana Murray

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Responda:
01. Por que a poeta( ou quem fala) sente necessidade das gavetas, baús, etc.? O que ela estaria perdendo?
02. A poeta faz alusão a vários textos e brincadeiras da infância. Vocês são capazes  de cantar e dizer como eram as brincadeiras?

Primeiro classificado
01. Imaginem que vocês precisem vender, ou dispor de alguma coisa: um piano, uma bicicleta, um carrinho, um cachorro, por exemplo. pode ser vendido, trocado ou doado.
02. Lembrem as características( verdadeiras, se não, é propaganda enganosa...) do "objeto". veja em que podem devem aparecer tais características.
03. Façam a primeira versão do anúncio. peçam a opinião de seu colega ao lado.
04. Reescrevam o anúncio, se necessário.
05. troquem entre si os anúncios feitos, de modo que o classificado de cada um vá parar do outro lado da sala.
06. agora, cada um vai comentar o anúncio que tem em mãos: ele funciona? falta algum dado? chamaria a atenção de um interessado?
                                                                                                  AAA3 - gêneros e tipos textuais - versão do aluno p.40 e 41

Gabarito
01. Parece que ela está perdendo a infância(ou lembranças) e tudo o que esse tempo significa de aventura, quintais, brincadeiras, cantos, delicadezas - tudo que a vida adulta e os tempos modernos esquecem - e que não podem ser comprados - infelizmente! - pelos anúncios de jornal.
02. A cantiga de roda Ciranda cirandinha está espalhada pelo texto. (Convide os alunos a cantar). O jogo amarelinha é o jogo de alcançar o céu, pulando, com um pé só, casas desenhadas. Peça que alguém desenhe amarelinha no quadro.


SEQUÊNCIAS TOPOLÓGICAS: O TIPO DISSERTATIVO

Avançando na prática

01. Apresente a seus alunos uma foto.
02.Comece por propor uma conversa sobre o que veem. Faça perguntas e peça opiniões aos alunos.
03. Depois de discutir sobre a foto, solicite que elaborem um pequeno parágrafo descritivo.
04. A seguir, solicite que elaborem um pequeno parágrafo narrativo sobre a mesma foto, imaginando ações que possam estar ocorrendo, ou tenham ocorrido.
05. Para os alunos mais avançados em escolaridade, proponha a articulação entre as ideias dos dois parágrafos, fazendo os devidos ajustes na redação.
06.Silicite opiniões dos alunos a respeito da cena descrita e da situação narrada. dependendo do nível de escolaridade, as opiniões podem ficar na modalidade oral, ou podem ser expostas também na modalidade escrita.
07. Se a opção for pela escrita, peça aos alunos para voltarem para o início do texto produzido e acrescentarem uma ideia que conduza o "olhar" do leitor para a opinião que eles colocarem no final do texto.
08. Você poderá, então, analisar, juntamente com os alunos, com as sequências tipológicas descritivas, narrativas e dissertativas integram o texto produzido.
09. Se for conveniente - de acordo com o nível de escolaridade -,você poderá mostrar exemplos de estruturas gramaticais típicas de descrição e de estruturas gramaticais típicas de narração, e até chegar a uma sistematização sobre o tema.

                                                                            Caderno de teoria e prática -gêneros e tipos textuais-TP3

SEQUÊNCIA TIPOLÓGICAS: DESCRIÇÃO, NARRAÇÃO E DISSERTAÇÃO

Avançando na prática

01. A classe deve ser dividida em dois grupos.
02. Um grupo diz secretamente a um representante do outro grupo o nome de um objeto.
03. Esse representante, diante da classe, deve descrever o objeto sem dizer o nome.
04. os membro de seu grupo devem identificar o objeto pela descrição. estimule a variedade nas maneiras de descrever: além da descrição física, dizer para que serve, onde normalmente é encontrado,etc.
05. Estipule um tempo, adequado ao nível da classe para essa atividade.
06. Ganha ponto o grupo que adivinhar, dentro do prazo estipulado, o objeto descrito.
07. Faça que  todos, ou, ao menos, o maior número possível dos alunos passe pela atividade de descrever.
08. Findo o jogo, proponha que cada um escreva um texto descrevendo um objeto de grande valor pessoal. O desafio é dar o maior número de informações possíveis, mas identificá-lo apenas na última linha do texto.
09. Faça uma rodada de leitura em voz alta, solicitando voluntários.
10. Estimule a participação dos outros alunos na leitura, com comentários e opiniões sobre clareza, objetividade, etc.

                                                                       Caderno de teoria e prática -gêneros e tipos textuais-TP3

O GÊNERO POÉTICO

Avançando na prática

01. Leve aos alunos uma letra musicada - que você considere atraente para a idade deles - e cante com eles, acompanhando a música e seguindo a letra por escrito.
02. Faça com eles uma interpretação do texto, em termos de tema, autor/leitor/ouvinte, formas, e tudo o mais que achar interessante e pertinente - inclusive as razões por que os alunos gostam, ou não, da canção.
03. Compare com algum outro texto que tenha sido trabalhado sobre o mesmo tema, ou com o mesmo aspecto formal(poesia).
04. Provoque uma reflexão sobre a compatibilidade entre oralidade e escrita e sobre o fato de que alguns gêneros podem ser realizados pelas duas modalidades enquanto outros só ocorrem por escrito, ou oralmente.
05. Identifique com eles quem é o autor(ou autores) e quem são os ouvintes/leitores a que se destina o texto-canção.
06. Identifique algum traço linguístico que marque o destinatário da canção, como, por exemplo, gírias ou terminologia específica.
07. leve-os, sobretudo, a reconhecer que  gêneros textuais estão em toda parte, não apenas na escola.
                                                         
                                                                            Caderno de teoria e prática -gêneros e tipos textuais-TP3
                                               




30/07/2012

GÊNEROS TEXTUAIS

Resumindo


Gêneros textuais são maneiras de organizar as informações linguísticas de acordo com a finalidade do texto, com o pepel dos interlocutores e com as características da situação.
Aprendemos a reconhecer e utilizar gêneros textuais no mesmo processo em que "aprendemos" a usar o código linguístico:reconhecendo intuitivamente o que é semelhante e o que é diferente nos diversos textos.
Do mesmo modo que desenvolvemos uma competência linguística quando aprendemos o código linguístico, desenvolvemos uma competência sociocomunicativa quando apreendemos comportamentpos linguísticos. A identificação dos gêneros textuais está incluída nesta competência sociocomunicativa.
                                                                         Caderno de teoria e prática -gêneros e tipos textuais-TP3

BIOGRAFIA

Avançando na prática


01. Leia com seus alunos a biografia de Carlos Drummond de Andrade, ou de outro autor cujos textos já tenham sido trabalhados em sala de aula.
02. procure, com seus alunos, em livros didáticos, ou outros ao seu alcance, outros textos biográfico.
03. Analise os textos para que eles identifiquem que tipos de informações constituem um texto biográfico.
04. Proponha que cada um dos alunos elabore sua própria biografia, na terceira pessoa pessoa, como foi feita a de Carlos Drummond de Andrade.

Obs: Uma variação sobre essa atividade pode ser, se houver possibilidade, os alunos elaborarem a biografia de alguém importante na escola ou na comunidade.
                                                                     Caderno de teoria e prática -gêneros e tipos textuais-TP3