25/02/2010

Projeto Poesia na Escola - SARAU






























25/02/2010

A culminância do Projeto Poesia na Escola de E.F.M Estado do Paraná foi um sucesso! Os alunos que recitaram as poesias encantaram. Amei! Tivemos também a participação da professora Márcia Raposo e do poeta e escritor LUCAROCAS.

Escrevi sobre esse momento...


QUEM ESTÁ NA ESDUCAÇÃO
NÃO PARA DE ESTUDAR
COM O GESTAR EM AÇÃO
É HORA DE APERFEIÇOAR.

TRABALHANDO COM AUTONOMIA
UM PROJETO VAMOS DESENVOLVER
USAR DE TODA A SABEDORIA
E AS DIFICULDADES VENCER.

VOU DIZER DE CORAÇÃO
SÓ PRA PERDER O MEDO
NA POESIA TEM MUITA EMOÇÃO
NÃO TEM NENHUM SEGREDO.

DIZENDO QUE NÃO SABIA
O ALUNO SÓ OLHAVA
MAS QUANDO O COLEGA LIA
ELE LOGO SE ENCANTAVA.

DOS POETAS APRENDEU
O JEITO DE ENCANTAR
A TURMA SE ENVOLVEU
E DO SARAU VEIO PARTICIPAR.

O PROJETO POESIA
MUDOU O JEITO DE ENSINAR
E A ESCOLA NESTE DIA
SÓ TEM QUE COMEMORAR.

PROJETO POESIA NA ESCOLA

GESTAR II – Programa Gestão da Aprendizagem Escolar





Professoras

Tânia Maria Cavalcante Maia
Gilvanda Soares Torres
Márcia Vanessa Bastos Xavier
Tereza Crispim Nunes






APRESENTAÇÃO


O presente projeto foi elaborado por nós, professores de Língua Portuguesa, para finalização do programa GESTAR II. Será aplicado na Escola de Ensino Fundamental e Médio Estado do Paraná, visando por em prática, através da vivência em sala de aula, os conhecimentos adquiridos durante o curso.



“ O que dá grandeza a um poema não é o assunto que ele usa, mas a maneira com que ela trata o assunto”
Manual Barros



JUSTIFICATIVA


A escola deve ser um lugar em que a convivência com a poesia aconteça de fato, permitindo o contato com diferentes autores e estilos, reavivando a capacidade de olhar e ver o que é a essência do poético através de atividades que permitam uma compreensão maior da linguagem poética e lhe dê condições para que ensaie seus próprios passos em poesia.
Com o Projeto Poesia na Escola queremos descobrir o que os alunos já sabem sobre poesia, ampliar seu repertório através de atividades de leituras, escrita, declamações, pesquisa, análise e interpretação, exposição de idéias e composições.


FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Os princípios teóricos que norteiam este projeto , estão pautados na teoria sócio-interacionista da linguagem. Para Bakhtin, a linguagem é analisada a partir da interação entre os indivíduos dentro de uma prática social; a língua falada tem vida e se transforma constantemente pela própria pressão do uso cotidiano: ela não pode ser separada do fluxo da comunicação verbal.
Os indivíduos não recebem pronta para ser usada; eles penetram
na corrente da comunicação verbal; ou melhor, somente quando
mergulhamos nessa corrente é que sua consciência desperta e
começa a operar.(...) Os sujeitos não adquirem sua língua materna:
é nela e por me o dela que ocorrer o primeiro despertar da
consciência. ( Bakhtin.1992,)


O trabalho poético para Bakhtin está inteiramente interelacionado ao contexto social,” O poeta, afinal, seleciona palavras não do dicionário, mas do contexto da vida onde as palavras foram embebidas e se impregnaram de julgamentos de valor” (Bakntin, apoud Freitas, 1992, p. 127). Assim, os gêneros discursivos, por mobilizarem diferentes esferas da atividade humana, representam unidades abertas da cultura.
Em relação à escrita nosso olhar se amparou nas considerações de Garcez (2001). Segundo ela, escrever é antes de tudo um exercício que só se aprimora com a prática constante atrelada indissociavelmente à prática de leitura. Leitura e releitura colaboram decisivamente para sensibilidade frente às melhorias cabíveis ao texto. Para Garcez, escrever é uma habilidade que pode ser desenvolvida e não um dom que poucas pessoas têm; é um ato que exige empenho e trabalho e não um fenômeno espontâneo.

É pela leitura que assimilamos as estruturas próprias da
língua escrita. Para comunicarmos oralmente apoiamo-
nos no contexto, temos a colaboração do ouvinte. Já a
comunicação escrita tem suas especificidades, suas
exigências. [...] Tratamos de forma diferente a sintaxe, o
vocabulário e a própria organização do discurso. É pela
convivência com textos escritos de diversos gêneros que
vamos incorporando às nossas habilidades um efetivo
conhecimento da escrita. (Garcez, 2001:6-7)

Nesse contexto nós reafirmamos que poesia será nossa opção de trabalho em sala de aula. Cabe-nos propiciar a leitura e escrita do gênero poético, sendo mediadores do conhecimento no processo ensino-aprendizagem.

OBJETIVOS

• Geral
Familiarizar o aluno com a linguagem poética, com a poesia para que ele sinta prazer em ler, ouvir e criar poemas.

• Específicos
- Despertar o prazer pela leitura de poemas.
- Despertar o interesse pela literatura, pela poesia.
- Recitar poesia explorando os recursos existentes.
- Reconhecer os poemas em suas diversas formas.
- Destacar autores consagrados que escreveram e escrevem para o público
Infanto-juvenil.
- Proporcionar ambiente de interação entre diferentes grupos de alunos.
- Resgatar sentimentos e valores.


METODOLOGIA


1º Momento

- Apresentação do Projeto aos alunos incentivando a participação de cada um.
- Fazer uma lista dos autores preferidos pelos da turma.
- Seleção de poesias de acordo com os autores indicados pelos alunos.


2º momento

- Organizar roda de leitura para que os alunos expressem os sentimentos que aparecem no texto durante a leitura, como medo, alegria, espanto, tristeza e humor.
- Conversar com a turma sobre alguns aspectos importantes do poema: características ( rima, versos e estrofes)
- Apresentação de poesia de autores escolhidos pela turma.


3º momento

- Conhecer poemas consagrados da literatura cearense ( pesquisa – internet e ou/ sala
de multimeios)
- Declamação de poesias.
- Organização de um murais com os autores cearenses ( Vida e Obra).
- Escolher uma poesia para declamar durante o sarau.


4º momento

- Produção de um poema coletivo e/ou individual.
- Inscrição para o sarau.
- Sarau – participação dos alunos, pais e comunidade.



Cronograma


Atividades - JANEIRO E FEVEREIRO


-Apresentação do Projeto Poesia na Escola.
-Listar os autores preferidos da turma.
-Seleção de poemas.
-Roda de leitura.
-Conversando sobre poesia.
-Poetas cearenses.
-Confecção de murais com autores cearenses.
-Declamação de poesia.
-Produção de poesia.
-Sarau.


EQUIPE DE TRABALHO

Nós, professoras cursitas de Língua Portuguesa, estaremos a frente de toda a orientação, desenvolvimento e execução do projeto. Assim, acreditamos que os alunos sentirão mais segurança para participar de todas as atividades propostas.


AVALIAÇÃO

A avaliação Projeto Poesia na Escola acontecerá através de leituras de textos poéticos, análise de poesia, confecção de murais e apresentação do SARAU.

16/02/2010

Apresentação dos Projetos











Relatório - 09/02/2010

Pra iniciar o encontro de hoje a formadora Clara fez a leitura do texto "NOIS MUDEMO", de Fidêncio Boco. O texto nos faz refletir sobre o papel do professor em sala de aula, da sua postura diante do "erro" do aluno e como esse aluno, em muitos casos, desiste de estudar porque não consegue aprender a gramática.Logo após houve a apresentação dos seguintes projetos:
*Concurso natalino
*Projeto Jornal Mural
*Projeto Sarau Literário
*Projeto A terra pede Socorro
*Exercitando a Leitura e a Escrita através da Cultura Nordestina

Obs: No próximo encontro iremos usar a TP1 e a AAA1.

05/02/2010

Projetos







Relatório - 02/02/2010

Iniciamos o décimo quarto encontro do GESTAR II com a fábula " Da prepotência à sabedoria". Texto que foi base para os trabalhos de hoje, pois para assistirmos as apresentações dos projetos dos colegas precisamos estar dispostos a ouvir sabendo que o colega vai partilhar suas experiências conosco. Um dos projetos apresentados foi do grupo do qual faço parte e tem como tema Projeto Poesia na Escola, desenvolvido na Escola de E.F.M Estado do Paraná, Fortaleza/Ce, nas turmas do Ensino Fundamental.
A justificativa do Projeto foi: A escola deve ser um lugar em que a convivência com a poesia aconteça de fato, permitindo o contato com diferentes autores e estilos, reavivando a capacidade de olhar e ver o que é essência do poético através de atividades que permitam uma compreensão maior da linguagem poética e lhe dê condições para que ensaie seus próprios passos em poesia. Com o projeto queremos descobrir o que os alunos já sabém sobre poesia, ampliar seu repertório através de atividades de leituras, escrita, declamações, pesquisa, análise e interpretação, exposição de idéias e composições.
Após as apresentações dos projetos vivenciamos uma atividade da TP6 "Espírito Carnavalesco" onde após a leitura do texto fizemos o fechamento do mesmo.


"A tarefa essencial do professor é despertar a alegria de trabalhar e de conhecer."

(Albert Eisntein)

29/01/2010

TP6





Relatório 26/01/2010

"Faça uma escolha" foi o título do texto lido no encontro de hoje. O texto nos leva a refletir sobre as nossas escolhas diárias. A qualidade de vida é um resultado direto das escolhas que fazemos. Aí vem a pergunta: Existem coisas que poderíamos melhorar? Poderíamos rever nossas escolhas? Com certeza!
Construimos uma "história maluca" a partir de figuras que recebemos da Clara(formadora). A história iniciava e terminava com uma determinada figura e o grupo ia narrando dando continuidade ao relato do participante anterior. Essa foi uma atividade muito criativa.
Vivenciamos também algumas atividades da AAA6(versãodo aluno)páginas 80,81, 84, 85 e 93.
No próximo encontro haverá apresentação do projeto que estamos aplicando na Escola de E.F.M Estado do Paraná.
As imagens acima são de Jericoacoara(Ce). Inclua nas suas escolhas o lazer. Ele é fundamental!

23/01/2010

TP6


Dia: 19/01/2010 - Relatório

A acolhida de hoje foi com a leitura do texto de Marina Colasanti " A moça tecelã".Este conto de fadas narra o dia-a-dia de uma menina que tece, tece, tece.Contente em seu trabalho, vai imaginando e tecendo, materializando auroras, noites, sol, chuva, aves, bichos, paisagens... Até que reparou-se envolta em uma imensa solidão, necessitando de alguém junto a si, para sempre: constrói então, dos fios mais fortes e belos, um companheiro, o esperado esposo. Passa logo a sonhar com filhos, lar, vizinhos, com um cotidiano pacato e social, enfim.
O homem, porém, tinha idéias opostas e a moça destece castelo, ouro, prata, animais e o próprio opressor. Livre, finalmente! O texto nos faz refletir sobre nossas atitudes como pessoa e como profissionais, pois todos os dias temos oportunidades de refazer nossas ações, de buscar novos objetivos, de criar, de sermos pessoas e profissionais melhores.
A Unidade 21 da TP6 " focaliza a argumentatividade que, em sentido mais restrito, corresponde a uma organização textual que tem por finalidade específica convercer ou persuadir o interlecutor a respeito de alguma idéia ou comportamento. O caderno teoria e prática e o livro do aluno traz diferentes atividaes focalizando a diversidade de argumentos que podem ser utilizados para demonstrar uma idéia.
Fizemos a leitura de um texto da AAA6 "Gravidez Precoce" onde ao final deveríamos acrescentar mais um parágrafo fazendo um relato de algum caso de gravidez na escola e/ou comunidade.
A atividade seguinte foi elaborar um exercício de escrita onde o aluno possa produzir um texto argumentaivo. A produção de texto deve surgir a partir de uma das estratégias do Avançando na prática da página 108 e 109 que tem com tema o CARNAVAL.
Proposta de produção de texto: Com base nos conhecimentos adquiridos sobre o carnaval produza um texto argumentativos posicionando-se contra ou a favor do mela-mela.
Para concluir a manhã de estudo recebemos algumas orientações sobre o curso e as datas de entrega de trabalhos.
Datas importantes:
* 02 e09 de fevereiro - apresentação dos projetos
* 09 de março - entrega dos portifólios e endereço do blog.
* 23 de março - conclusão do curso.

" A prática de leitura e escrita deve ser planejada como sequência em que o aluno está sempre tendo oportunidade de pensar e refletir sobre o texto que está produzindo, interagindo com o próprio texto e com os textos de seus colegas"

Relatório - Avançando na prática - TP5










Escola de E.F.M Estado do Paraná
Série: 6ª Nº de alunos: 27 Truma: A
Tema: Leitura, escrita e cultura
Seção: 3 Unidade: 13


Objetivo:
Produzir atividades de prepação da escrita, considerando a cultura local, regional e nacional

Metodologia:

- Leituras de textos natalinos (AAA3)
- Conversa com os alunos sobre as diferentes festas que conhecem inclusive a natalina.
- Planejar a confraternização que ocorrerá no dia 23 no pátio da escola.Pedir sugestões de apresentações(ouví-los e anotar as propostas).
- Propor que façam o convite em dupla.
- Pesquisa sobre a origem do natal.

Considerações finais

A escola estava organizando a confraternização natalina e esta atividade incentivou o aluno a pesquisar , a se interessar pelo assunto, que é o natal. Todas as atividades propostas foram bem aceita pela turma, pois falar do natal é falar da família, da vida, do nascimento de Cristo.
Para a confraternização da escola a turma escolheu uma mensagem para ser lida por uma aluna.
As duplas confeccionaram o convite, o melhor convite o lider da turma entregou para a coordenação e o restante foi exposto na sala juntamente com a pesquisa sobre o natal.

15/01/2010

Conclusão da TP5

Relatório - 12/01/2010


Hoje foi dia de reencontro com os colegas e com a formadora do curso.Foi bom reencontrar a turma animada para dar continuidade aos estudos. A acolhida foi no auditório com uma mensagem de vídeo com o tema NUNCA DEIXE DE VOAR. Mensagem que trouxe ao grupo palavras de entusiasmo, de esperança, de força para os nossos projetos de 2010.
Para concluir a TP5 vivenciamos atividades envolvendo coesão e o avançando na prática da página 130 e 162 foram excelentes exemplos de atividades. Para Maria Luiza Monteiro Sales Coroa "existem alguns termos linguísticos que colaboram com as relações de coerência. Estes termos são encarregados de "orientar" os modos como as informações fornecidas no texto devem ser interpretadas, marcando a interdependência entre elas. A coesão refere-se, assim, às relações de sentido que se estabelecem no interior do texto".
Após a socialização da atividade, conversamos sobre a elaboração e aprensentação do projeto.
A TP5 e a AAA5 são ricas em atividades para serem desenvolvidas em sala de aula. A diversidades de textos oferece aos alunos o acesso e a experiencia de leitura e produção de textos orais e escritos em várias situações comunicativas.
No próximo encontro iniciaremos com a TP6.

12/01/2010

Avançando na Prática - Relatório

Escola de E.F.M Estado do Paraná
Série: 6ª Nº de alunos: 25 Turma: A
Seção: 1 Unidade:11 Data: 30/11/09

Objetivo:

Caractezizar sequência tipológica descritiva.

Metodologia:

Jogo: Dividir a turma em dois grupos de alunos. Escolher um representante para cada grupo. Antes de iniciar o jogo os alunos devem escrever o nome de um objeto de sua preferência e colocar dentro de uma caixa. Ao retirar o objeto da caixa cada reprentante fala as características daquele objeto sem nomeá-lo.Os membros do grupo devem identificar o objeto descrito. Marca ponto quem adivinhar o nome do objeto.
Depois do jogo, propor que cada aluno escreva um texto descrevendo um objeto de grande valor pessoal. Socializar.

Considerações finais

Na atividade proposta houve participação de todos os alunos, pois foi feito o revesamento de alunos na descrição dos objetos e quando um colega citava as características do objeto com pouca clareza os próprios alunos cobravam objetividade na descrição.
Nas produções de texto os alunos só conseguiram descrever um parágrafo de até três linhas sobre o objeto escolhido. Somente dois alunos não quiseram socializar o que escreveram.
O objetivo da atividade foi atingido com sucesso.

Relatorio da Avaliação diagnóstica de entrada - GESTAR II

Escola de E.F.M Estado do Paraná
Série: 6ª Truma: A Total de alunos: 26
Disciplina: Língua Portuguesa - Compreensão Textual
Professora Cursista: Tânia Maria Cavalcante Maia

01. Preencha os parenteses com o total de alunos que responderam corretamente a questão indicada.

QUESTÕES

01(17) 02(17) 03(17) 04(16) 05(22) 06(01) 07(14) 08(18) 09(16) 10(19)

11(01) 12(13) 13(19) 14(11) 15(10) 16(18) 17(16) 18(03) 19(08) 20(02)

21(06) 22(12) 23(12) 24(11) 25(07)


02. Prencha os parenteses com o total de alunos que obtiveram a nota indicada na avaliação de produção textual.


NOTA

0,5( ) 1,0( ) 1,5( ) 2,0( ) 2,5( ) 3,0( ) 3,5( ) 4,0(01) 4,5(07)

5,0(06) 6,0(03) 6,0(10) 6,5( ) 7,0( ) 7,5( ) 8,0( ) 8,5( ) 9,0( )

9,5( ) 10,0( )

30/12/2009

Memorial de leitura e escrita


Meu processo de leitura e escrita só começou quando entrei na escola pública de Canindé aos seis anos. Meu pai era pedreiro e minha mãe, na época, só cuidava da casa e das filhas. Eles liam e escreviam com dificuldade e em casa não havia nada que estimulasse a leitura e a escrita . Fui alfabetizada com a "cartilha do ABC".
Aos nove anos sai de Canindé para morar aqui em Fortaleza,mas durante todo o Ensino Fundamental não tive oportunidade de comprar livros, os únicos livros que tinha acesso era os da escola.
Apesar das dificuldades sempre busquei aproveitar as oportunidades que a escola oferecia. A biblioteca das escolas que estudava eram fundamentais para estimular minha aprendizagem.
Durante o Ensino Médio já tinha mais condição financeira e pude comprar alguns livros, mas o acesso a jornais e revistas era restrito.
A partir do Curso de Pedagogia comecei efetivamente a ter contato com livros diversos e específicos de minha área e construir o gosto pela leitura e a busca de conhecimentos.
A falta de um ambiente estimulador de leitura e escrita deixou marcas profundas na minha vida profissional, mas hoje busco superar essas limitações através de cursos, seminários , pesquisas, leituras e vivência constante em sala de aula com os livros.

"A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil e o escrever dá-lhe precisão".

Francis Bacon

Análise do filme "Narradores de Javé"

1. O que significa fazer o "papel de escriba"?
Significa escrever diferentes histórias dos lugares nos quais identificam as origens de um determinado povo.O registro serve para mostrar a existência, a história, a cultura e a crença de um lugar.

2. Qual o papel do escriba naquela comunidade?
O escrita na comunidade de javé teve um papel muito importante, pois sua missão era a recuperação, através da escrita, da história do passado do povo e da origem do vilarejo na esperança de mostrar que aquela cidadezinha era um patrimônio histórico a ser preservado e assim impedir seu desaparecimento.

3. Analise os traços de oralidade daquela comunidade.
O filme demonstra que a oralidade do povo de Javé não é simplesmente uma tradição, mas mostra um problema vivenciado em muitas cidadezinhas do Brasil,o analfabetismo. Devido à precária situação sócio-econômica dos moradores, quase todos analfabetos, acabam passando a história de sua cultura através da oralidade, sem registro, sem documentação. Ao receber a notícia da inundação, os moradores ficaram desesperados, por não possuírem nenhum registro histórico que comprovasse o valor cultural do lugarejo.

4. Analise o processo de construção da escrita do personagem que faz o papel de escriba.
O processo de construção de escrita de Antônio Biá teve início quando ele foi de casa em casa ouvir os relatos dos moradores, porém teve dificuldade de registrar, no papel, porque havia diferentes versões nas narrativas sobre a origem do vilarejo.Com isso Biá sentiu-se impedido de concretizar a construção da escrita, de produzir o livro.

5. Qual a relação entre oralidade e escrita?
O povo do vilarejo tinha a oralidade, mas perceberam que não tinham nenhum registro de sua história, de suas origens." A relação que se dá entre a escrita e a oralidade e memória, acontece a partir de disputas de poder" , em que cada famíla, cada morador tem a sua versão para Javé a partir de seus interesses pessoais e familiares.
A oralidade é muito importante na construção da escrita.

6. Analise as práticas de letramento daquela comunidade.
As práticas de letramento daquela comunidade eram inexistente, pois os moradores eram analfabetos. Apenas Biá lia e escrevia. A população colocou todas as suas expectativas no escriba.

7. Como você percebe a relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme?
O filme conta a história de um povo sem cultura perante a escrita, mas de uma imaginação fértil capaz de superar obstáculos.
A relação era de profunda esperança na escrita de Biá, pois só ele era considerado letrado.

8. Em que atividades práticas, no contexto da sala de aula, você exerce o papel de escriba?
Quando estou fazendo anotações sobre o desempenho dos alunos e suas dificuldades; durante a produção de texto, orientando na organização das idéias e fazendo as correções necessárias; nas discussões sobre determinado assunto, na produção de texto coletivo, onde os alunos vão contando a história e eu escrevendo no quadro.Em todos os momentos de sala de aula posso está fazendo o papel de escriba.

9. Qual a importância do escriba na construção da leitura e da escrita?
O papel do professor(escriba) nas aulas de leitura e escrita pode ser um diferencial para o processo de ensino e aprendizagem, a partir de uma proposta bem planejada que motive os alunos a sentirem prazer ao ler, escrever e produzir textos. Ele é o guia para os alunos, fazendo intervenções para ajudá-los, orientando-os passos a passo para que avancem à medida que lhe é oferecido novos desafios.

Resenha: Narradores de Javé





O filme conta a história de um vilarejo chamado Vale do Javé que está prestes a ser inundado pelas águas de uma represa. Os moradores foram pego de surpresa com a notícia e acham que só havia um jeito de salvar Javé da inundação, seria transformá-lo num patrimônio histórico, mas a populacão do vilarejo não sabia ler e nem escrever.
Antonio Biá,o único adulto alfabetizado de Javé, é o encarregado de recuperar a história e transpor para o papel de forma "científica" as memórias dos moradores.
Biá ouve os moradores e neste caminho, Biá vai conhecendo a fundo as fantasias, as memórias e as lembranças do povo de Javé. Mas a escrita destas histórias, tão diferentes umas das outras, não estava fácil. Biá, por mais talentoso que fosse na "regras da escritura" teve muitas dificuldades para pôr no papel as histórias de grandeza daquele povo, as quais não obtiveram registro oficial. As pessoas não conseguem chegar a um acordo sobre quais versões correspondem à realidade do lugar, iniciando um duelo entre os contadores com suas histórias, muitas vezes fantásticas e lendárias.
Biá não consegue escrever o livro com a grande história de Javé. Os moradores ficaram decepcionados. A represa é construída, e por fim, a cidade é inundada.
No filme pecebe-se claramente a importância da escrita na construção científica, a formção cultural de um povo, suas crenças, seus valores, sua história.
Em toda a narrativa podemos ver o retrato do nosso país, dos vilarejos, das cidadezinhas, das dificuldade, anseios e luta de um povo para fazer faler seus direitos de cidadão.
Não é novidade que o Brasil ainda enfrenta insistentemente o problema do analfabetismo, tanto de crianças que saem da escola e de outros que não tiveram a oportunidade de se apropriarem do saber da leitura e escrita. É fato que o nosso país possui um número significativo de pessoas que não adquiriram o saber necessário para atender às exigências de uma sociedade letrada.
Em fim, é um filme espetacular onde o valor da memória e da relação entre oralidade e escrita está presente em todas as cenas. Assista!

15/12/2009

TP5









Relatório - 15/12/09

A leitura compartilhada de hoje foi o texto "Vestido Azul". O texto nos faz refletir que cada um pode fazer a diferença na vida do outro, principalmente na vida do aluno. A pergunta para reflexão do dia foi: Será que estamos fazendo a nossa parte no lugar em que vivemos?
A TP5 unidade 17 aborda o tema ESTILO. Segundo Leila Teresinha Simões Rensi "o estilo é o resultado de uma escolha dos meios de expressão realizada pelo falante; é a expressão de uma experiência individual".O objetivo do estudo da unidade é compreender a noção de estilo no domínio da linguagem e o objetivo da estilística.
Houve reflexão sobre a atividade 8 pág. 42;atividade 2 pág. 72 e atividade 4 pág. 76.
A formadora Clara socializou com a turma várias manchetes dos principais jornais do Brasil, onde durante a leitura das mesmas percebíamos que faltava coerência." Na perspectiva da linguagem como interação, a construção da coerência textual é função do conjunto da interação, não de apenas um dos "lados" da comunicação: tanto o autor quanto o leitor tem seu papel a desempenhar nessa construção".
O encontro foi concluído com a confraternização ( amigo oculto doce, confecção de cartões e um lanche especial).
Iremos nos encontrar para dar continuidade ao curso somente em janeiro, dia 12.
Desejo a todos um NATAL especial com muita luz, paz e esperança.

11/12/2009

A produção textual - crenças, teorias e fazeres












Relatório - 01/12/09 - Conclusão da TP4


No encontro de hoje refletimos sobre a unidade 16, "as práticas de leitura e escrita no nosso cotidiano e na escola." A reflexão sobre a comunicação escrita, como se desenvolve e como podemos ensiná-la de forma diferenciada com um trabalho contínuo.
Para o estudo da oficina 16, a turma foi dividida em seis grupos, onde cada grupo ficou com um tema. Grupos:
I - Explicar a partir do texto Admirável mundo louco a postura que devemos ter em relação às respostas dos alunos. ( seçãoI)
II - Como chegar a estrutura do texto ( passos mais importantes) Seção II
III - Passos mais importantes para ajudar o aluno a ler para aprender. ( seção IV)
IV - Hipótese que influenciam a pedagogia da escrita (seção I)
V - Elementos que tomam a escrita comunicativa (seção II)
VI - Comentar sobre as dimensões sociocomunicativas no palnejamento e na avaliação da escrita.
Após o estudo foi feita a socialização com a participação de todos os grupos.
Conclui-se que leitura e escrita estão interligadas e para desenvolvê-la é preciso ensiná-la e praticá-la diariamente. É um processo contínuo.
Recebemos a visita do cordelista Lucarocas. Ele veio fezer um covite a todos para o lançamento de seu novo livro Sedução Prazer do Amor. O lançamento ocorrerá na Casa do Cantador, 195 no Carlito Pamplona,dia 13/12.
No próximo encontro deveremos trazer a TP.

02/12/2009

O ensino da escrita como prática comunicativa














Relatório - 01/12/09

A primeira atividade do dia foi no auditório, onde assistimos ao filme " Vida Maria". A socialização foi feita no próprio auditório. Com o vídeo percebi claramente que o aluno precisa de incentivo por parte dos pais para dar continuidade aos seus estudos. Quando a família não dá o devido valor aos estudos do filho, ele também vai desistir com mais facilidade.
Por que o aluno não lê? Essa foi a reflexão feita no grupo antes leitura do “iniciando nossa conversa” da T P4 pág. 174 e 178. Se quisermos desenvolver a leitura e a escrita nos alunos precisamos ensiná-las e praticá-las, pois ela estão interligadas e os alunos têm que ser expostos a diferentes gêneros durante seu aprendizado. Sabendo que o desenvolvimento da escrita depende da prática, “é sugerido que as aulas sejam planejadas em sequências de atividades que valorizem a produção de significados que tornam a escrita comunicativa”.
Após o estudo, participamos de uma atividade de leitura com a fábula “O galo que logrou a raposa” para identificarmos os níveis de leitura de um texto. Em seguida nos reunimos em pequenos grupos com o objetivo de elaborar atividades para serem trabalhadas com os alunos, considerando o nível de leitura de cada aluno. Os gêneros propostos foram: história, panfleto, carta, letra de uma música, carta ao papai Noel e texto informativo. Concluimos o período da manhã foi com a socialização da atividade.
Já a tarde vimos o vídeo “Narradores de Javé” e recebemos orientação para a análise do filme. A resenha do filme é uma atividade para o portfólio e/ou blog.
A próxima atividade do avançando na prática é da unidade 13 ou 14 da TP4 e o relatório deve ser entregue no dia 15/12.